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Quem foi aos Campeonatos de Skate do PROVIDE, conheceu um mineiro muito gente boa, amante desse esporte, fazendo a locução desses eventos.

Richard Henrique R. de Oliveira tem 28 anos e é nascido em Belo Horizonte – MG. Há cerca de oito anos fez as malas para Cabo Frio, trazendo seu skate na bagagem. Já tinha um movimento do esporte na cidade, um grupo de uns trinta skatistas que vinham de Arraial do Cabo e de Búzios para praticarem juntos. Mesmo quando a Associação que os reunia fechou as portas, Richard não desanimou: se juntou ao amigo Alexander, o Mosca, e com ferros de sucata, a maioria achados na rua, e com madeira que compravam juntos, construíram os primeiros de uma série de obstáculos, com o objetivo de facilitar a prática da turma.

Mas a história de Richard não tem só a leveza e o colorido do skate. Aos 14 anos, passando férias em Cabo Frio, conheceu as drogas: primeiro o cigarro, depois cerveja e maconha.  Voltou para sua cidade e ficou um ano sem usar nada, só estudando. Até que, morando num novo bairro, descobriu que lá tinha, além de muitos skatistas, droga fácil de conseguir com os novos amigos.Chegou a usar também, cocaína e comprimidos alucinógenos. O crack ele experimentou, mas uma tragédia o assustou muito: um colega seu fora assassinado, numa discussão, por outro do mesmo grupo que havia feito uso dessa droga. Ainda em sua adolescência, cometeu pequenos furtos para manter o vício. Era rebelde em extremo: “Ninguém tinha autoridade sobre minha vida, não tinha limites. Só pensava em curtir!”, nos conta Richard lembrando da época triste em que viveu sérios problemas familiares.

Até aos oito anos, seus pais eram bem sucedidos financeiramente, tinha uma vida boa: carros, viagens nas férias, enfim, época boa em que jogava bola e fazia ginástica olímpica. Seus pais se separaram e a realidade mudou: todos tentaram, cada uma sua maneira, o ajudar (chegou até a morar com uma tia), mas não conseguiu dividir mais espaço em uma casa com ninguém.   Não soube lidar com essas frustrações. Não tinha sonhos nem planos: “Eu estava tão envolto com essas coisas que não pensava em nada! Ficava com os amigos e usava drogas.” Fez de tudo um pouco: foi tatuador, artesão, aprendeu a surfar, andou muito de patins no Half Piper, em BH, até, finalmente conhecer o skate que, pra ele, era um escape que o ajudava a lidar com suas tensões e tristezas.

No auge de sua crise, estava depressivo: achou que estava com AIDS por causa de um relacionamento que teve com uma mulher promíscua. Ficou sofrendo um ano, com medo de fazer o exame. Apareceram manchas em seu corpo, certamente por causa de seu estado emocional. Foi um ano difícil! Richard conta de uma noite, em 2002, quando voltava de uma festa em Saquarema, dias em que estava acontecendo o Campeonato de Surfe lá. Já era quatro da manhã, todos tinham usado droga. Um sentimento muito horrível tomou conta dele. O motorista corria muito e entrou na curva a 100 por hora; o carro capotou. Hoje ele reconhece que Deus os livrou da morte.

 

Começou a não se satisfazer mais com noitadas. Estava cada vez mais depressivo: “Sempre fui sozinho, me acostumei”. E conclui: “Eu tinha um vazio”. Nessa época, sua irmã Mônica se converteu. Mas isso não mexeu com ele. Ao contrário, lembra de suas palavras para ela: “ Tá vendo esse Jesus que você tá seguindo aí, ele vai te deixar na miséria!”. Dias depois, seu cunhado Anderson o procurou pra contar um sonho que um irmão em Cristo tivera com ele: em seu sonho esse moço via o Richard tentando se matar!

 

Pela primeira vez ele falou de seu vazio interior: “Não aguento mais!!”Pouco tempo depois estava em um grupo caseiro aprendendo sobre o que Deus queria para sua vida, porque Ele o tinha criado. Foi concebendo aos poucos essas verdades. Nessa época ganhou madeiras para terminar algumas peças para realizar o “Gospel Skate Rock”, na Praça de São Cristóvão. Richard naquele mesmo ano, em …., confirmou sua decisão de se render ao senhorio de Jesus e se batizou!

Quando perguntado sobre o que mudou em sua vida depois disso, ele abre um enorme sorriso e diz: “Muita coisa! Muita coisa!” e nos dá uma lista de coisas boas: perspectiva de vida, sonhos. Sonho de constituir família, ou melhor de ver Deus lhe restituir uma vida em família!  Quer uma família, um lar harmônico. Tem orado nesse sentido e sobre isso nos conta: “Entendi que precisava orar e curar o que tinha aprendido de ruim!”Quer usar o skate para glória de Deus! Deseja trabalhar nessa área, quem sabe ter uma loja de artigos ligados a esse esporte…Hoje Richard tem uma casa própria e o que é mais curioso é que ele construiu essa casa sozinho.

Era novo convertido quando comprou o terreno. Comia pipoca e refrigerante para ter dinheiro para comprar o material. Procurou saber como fazia o alicerce, depois as paredes, enfi9m, concluiu assim a obra. Trabalhou com informática, hoje na área de contabilidade, e está fazendo curso de departamento pessoal! Pensa em fazer faculdade. A surpresa é que, o moço que antes não tinha plano nenhum, ainda está decidindo que carreira vai seguir profissionalmente porque gosta de fazer muitas coisas!Conclui Richard para nós: “Achava que ia ser mendigo! Minha vida agora é alegre, feliz! Hoje tenho esperança!!”