Home Paulo Gustavo S. Riscado

 

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Paulo Gustavo de Souza Riscado é o nome dele. Casado a 8 anos com Patricia e pai de Kauê, de 5 anos, esse niteroiense de nascimento e cabofriense de coração é também conhecido pelos amigos e companheiros de surf como Produto. Gustavo tem 34 anos e pega onda desde os treze. Participou de vários campeonatos de surf e conquistou o 2º lugar no ano passado, numa competição na região norte-fluminense, realizado pela USNF, União de Surf Norte-Fluminense, categoria sênior.

Gustavo é o que a gente pode chamar de uma pessoa do bem, gente boa. Criado em lar evangélico, diz que sempre foi muito tímido.

Podemos dizer que ele é um apaixonado por esportes! Formado em Educação Física e Pós-graduado em Medicina Esportiva e Ciência em Atividades Físicas, ele vive disso. Trabalha no Projeto 2º tempo, do Gov. Federal dando aulas de skate, vôlei, e slackline. Mas, sem dúvida, é um apaixonado pelo mar: dá aulas de surf como professor do município, além das aulas particulares.

Apesar disso, houve um momento de sua vida em que até o surf ficou de lado. Ficou depressivo quando sua família passou por tempos difíceis.  Tinha tudo e de repente as coisas mudaram: passou para escola pública e foi o melhor aluno de lá para conseguir um emprego. Começou a trabalhar. Não recebeu bem as muitas mudanças que vieram. A boa educação e a família estruturada não foram suficientes para dar a ele o equilíbrio que precisava.

Nesse tempo, começou a sentir necessidade de buscar a Deus. Sentia falta da presença Dele em sua vida. Até aquele momento, achava que não precisava de Jesus, já que não usava drogas, era um bom filho.

Achava que se convertendo, teria que mudar seu estilo de vida, deixar de ser surfista, se vestir e falar diferente.

Mas logo, mudaria de opinião. Atraído pelas canções que ouviu da rua, assistiu a uma reunião cristã onde conheceu pessoas que, em pouco tempo, começaram a fazer parte de sua vida e mudar sua história: desta vez para melhor, muito melhor. Através do relacionamento com essas pessoas teve um encontro pessoal com Jesus. “Percebi que Jesus aceita a gente como a gente é: estilo de surfista ou não, cabeludo ou não…”, diz Gustavo.

Conta que o mais marcou foi o cuidado das pessoas com eles, a namorada Patrícia foi junto; se sentiu amado, recebeu a atenção que faltava. Logo de cara ficou encantado. “É isso que a gente precisa, é isso que é o reino”, foi o que Patrícia ouviu dele. Tudo era diferente: as brincadeiras leves, o jeito sincero das pessoas. Na informalidade era animado a ter compromisso com Deus, com Suas verdades e santidade.

As mudanças mais importantes aconteceram dentro dele: foi reanimado, passou a ter vontade de viver e a fazer planos. Aprendeu a sonhar e construir seus sonhos em Deus. Aprendeu que namoro é pra se conhecer um ao outro com o propósito de chegar ao casamento.

Lembra com brilho nos olhos e emoção na voz, dessa época que tanto marcou sua vida. Enquanto solteiros, andavam sempre em grupo, juntos se divertiam e se ajudavam: “A gente tinha espontaneidade de ser feliz, sabendo o que é certo e errado, escolhendo o que é saudável”.

Deus começou a agir em sua vida, abriu portas de emprego, ficaram noivos, começaram a construir sua casa. No dia a dia, na casa dos irmãos, ele e Patrícia recebiam ajuda para fortaleceram a vida com Deus e aprimorarem o relacionamento um com o outro: papel do esposo e da esposa, criação de filhos, entre outros ensinos que receberam. “Pude ver Jesus através da igreja. Na prática da verdade, confrontar, tratar o pecado, vejo amor de pessoas que não desistem de nós”.

Gustavo fala com carinho desses primeiros tempos em que começou uma vida nova, onde tudo se fez novo, como diz em II Co 5:17. Desde que se converteu há doze anos, é vinculado ao Projeto IDE, cooperando, atualmente no PROVIDE, que desenvolve um programa de tratamento e prevenção ao uso de drogas.

Sente necessidade de repartir um pouco do muito que tem recebido ao longo desses anos, pois através da igreja aprendeu a lidar com verdade consigo mesmo e com os outros: “Encontrei pessoas sinceras em quem posso confiar. Junto com os irmãos me sinto seguro, são meu porto seguro. Acredito que Jesus enviou alguém pra nos ouvir, pra cuidar de nós. Aprendi a abrir meu coração. Pra que se autopreservar se Jesus não se autopreservou?”

A cada dia diz ter mais convicção de que não pode e não quer ter outro estilo de vida: “Não consigo mais viver sem Jesus! Fui surfar ontem atrás da Álcalis, num lugar deserto. Pensei logo Nele!”.

Gustavo tem o hábito de conversar com Deus durante seu dia: “Oro antes de trabalhar, quando estou surfando sozinho; oro às vezes até na Academia; no monte, de madrugada, em qualquer horário. Converso muito com Deus”.

Ele passou por um período de desânimo. No mesmo período, Kauê teve pneumonia bacteriana. Ficou quase um mês internado. Tinha opção de ficar aborrecido com Deus. Chorou muito, mas entendeu que era uma forma de se voltar pra Ele, de voltar ao foco.

“Quando olho meu filho, lembro de Deus comigo e desejo ter intimidade assim com Deus”.